27 de outubro de 2009

Escola: uma possível organização aprendente

Parte I
Para entender uma escola que tenha a possibilidade de se tornar uma organização aprendente é preciso antes ter ideia de alguns conceitos...
Sendo assim, é inevitável que se faça uma breve ponderação sobre conhecimento e aprendizagem. Isso porque é através destes que o sujeito é inserido no mundo cultural e na sociedade como um todo. Lembrando que estes; conhecimento e aprendizagem, não ocorrem só na escola, Visca (1991, apud BOSSA, 2000): já dizia “...não é só na escola que se aprende...” mas é nela que se encontra a melhor maneira de trabalhar com o aprender.
Aprendizagem é a forma com que o indivíduo adquiri novos conhecimentos, e que pode a partir daí mudar seu comportamento. A aprendizagem ocorre de acordo com os estímulos internos e externos que o sujeito recebe. E se esta aprendizagem for realmente significativa ela ficará mais facilmente retida na memória de longo prazo.
Alicia Fernández fala sobre o papel do ensinante e do aprendente. Primeiramente convém lembrar que estes dois termos fazem parte diariamente do vocabulário de um profissional da área da educação, o psicopedagogo, que trabalha diretamente com as dificuldades de aprendizagem do indivíduo. Ensinante e aprendente são dois personagens que se encontram interligados entre si e com a circulação do conhecimento. O ensinante e o aprendente podem ser mãe e filho, filho e mãe, pai e mãe, mãe e pai, aluno e professor, professor e aluno, avó e neto, neto e avó e assim por diante.
Enquanto instituição escolar o professor encontra-se na posição de ensinante e o aluno na posição de aprendente. Porém, é possível sim acumular ou articular estas duas posições, pois o professor (ensinante) aprende com seu aluno (aprendente) através da observação e da interação, como ele deve agir, como trabalhar com esta criança e vice-versa.
O processo de ensino aprendizagem ocorre já no recém-nascido, onde a mãe (primeiro ensinante do bebê) media seu vínculo com o aprender e o inclui no mundo, traduzindo seus desejos, já que ele utiliza ferramentas rudimentares para se expressar como o choro e o sono. E é dessa relação que vai depender a qualidade do processo ensino aprendizagem.
Assim percebe-se que o conhecimento se dá a partir da relação com o outro e com o meio como nos diz Vygotsky.

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